NA FORÇA E NA RAÇA O NÁUTICO CONSEGUE ACESSO DA SÉRIE B

domingo, 08 de setembro de 2019

timing significa algo como “cronometragem”. E foi o timing certo. No ano em que voltou a jogar partidas oficiais nos Aflitos, o Náutico voltou à Série B do Campeonato Brasileiro. Na partida de volta das quartas de final da Terceira Divisão nacional, na noite deste domingo (8), no estadio dos Aflitos, o Timbu venceu o Paysandu nos pênaltis e deixa para trás anos amargos na Série C. Em 2020, a Segundona vem.

Os gols do Papão da Curuzu foram marcados por Vinícius Leite, no primeiro tempo, e Nicolas, na etapa complementar. O Alvirrubro diminuiu com Álvaro. Em um pênalti, nos acréscimos, Jean Carlos garantiu a disputa de penalidades. Com todas as cobranças convertidas, pelo próprio Jean Carlos, Jhonnatan, Willian Simões, Josa e Matheus Carvalho, o Alvirrubro sai a comemorar. A Série C ainda não acabou. Agora, o Náutico aguarda o vencedor de Juventude e Imperatriz para disputar a semifinal da competição. O último jogo das quartas da final da Terceira divisão acontece na noite desta segunda-feira (9), no estádio Alfredo Jaconi, às 20h.

O jogo: O substantivo Aflitos se refere a alguém atormentado. E foi assim que a torcida do Náutico ficou no primeiro tempo de partida diante do Paysandu. Era tudo festa, alegria, apoio. Um susto aqui, outro acolá. Primeiro, com um quase gol contra aos 11 minutos, com um cabeceia defensivo alvirrubro após cobrança de falta de Tomás Bastos passando perto da rede. Depois, aos 20, um que poderia ser de felicidade. O goleiro bicolor Mota errou a saída e entregou para Jean Carlos, que caiu, levantou, girou e bateu para o gol. Micael chegou sob o travessão e tirou.

Mas, a aflição tomou conta. Mais uma vez. Mais um ano. Será? Aos 24 minutos da etapa inicial, o Papão da Curuzu desentalou o grito de gol que ficou no quase em Belém do Pará. Vinícius Leite arrematou de longe, a bola desviou na marcação de Diego Silva e tirou o goleiro Jefferson da jogada. A bola bateu na trave e entrou no gol. Parecia que ia piorar. Mas, calma. Foi por pouco. Uchôa adiantou para Nicolas aos 41 minutos desta etapa. O atacante driblou Jefferson, mas Camutanga foi rápido o suficiente para acompanhar o lance e tirar a bola, também em cima da linha.

A apreensão acompanhou o time e a torcida no segundo tempo de partida. Logo aos cinco minutos, parecia que a igualdade chegaria. Hereda cruzou rasteiro e Wallace Pernambucano chegou escorando na área. O centroavante caiu, mas o árbitro mandou seguir. Mas, o sentimento de agonia ia crescer. Aos 10 minutos desta etapa, o Paysandu soube aproveitar uma oportunidade, Nicolas recebeu na pequena área e mandou de letra, ampliando para o Papão.

A tensão, contudo, foi minimamente amenizada aos 19 minutos. O Náutico ficou com a bola no campo ofensivo e insistiu para reduzir a cisma. O Timbu ficou com uma cobrança de lateral e, na sequência da jogada, Willian Simões levantou na área para uma boa cabeçada de Álvaro para a rede. Só que mais uma vez, a trave figurativa foi atingida pelo Náutico. Até teve chance, com um cabeceio de Álvaro para fora aos 22 minutos e uma cobrança de falta de Jean Carlos por cima do travessão aos 39.

No último minuto de jogo, aos 49 minutos, pênalti para o Náutico. Uchôa usou o braço na área. A cobrança demorou muito. Confusão na área, dois expulsos, sendo um de cada lado: o alvirrubro Diego Silva e o bicolor Perema. Jean Carlos, com a bola sob o braço, foi para a cobrança depois dos 50 minutos e igualou o placar, levando a partida para os pênaltis. A aflição deu lugar à euforia, com a decisão nas penalidades. Jean Carlos foi para a primeira cobrança e mandou para gol, batendo Mota mais uma vez. Caíque Oliveira foi o primeiro cobrador do Paysandu e seguiu bem devagar, marcando também. Jhonnatan balançou a rede pelo Timbu e Tony também pelo Bicolor.

Willian Simões bateu rasteiro e Mota caiu certo, mas a bola parou na rede. Já Wellington Reis parou nas mãos do goleiro Jefferson. Josa também fez e ficou nas mãos do arqueiro criado na base alvirrubra para decidir. Uchôa fez e a decisão voltou para o Náutico, nos pés de Matheus Carvalho. E a mente do torcedor alvirrubro aflito foi em 2015 com o quase acesso à Série A. Depois, 2016, batendo na trave mais uma vez, ao perder o último jogo em casa. A queda vertiginosa em 2017 e a eliminação nas quartas de final da Série C 2018. A esperança era em Matheus Carvalho. E ele não decepcionou. Com a bola na rede, o jogador levou o Timbu de volta a Série B do Campeonato Brasileiro. Fonte: Rádio Jornal do Comércio


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